DR. RODOLFO ABREU CIRURGIÃO VASCULAR

Cirurgia de varizes

Ao longo dos últimos 30 anos verificou-se uma evolução científica e tecnológica notável tanto no diagnóstico como no tratamento das doenças venosas. O surgimento e evolução dos procedimentos realizados por via endovascular (por dentro dos vasos) permitiu criar novas formas de tratamento com muito menor agressão cirúrgica, menor número de complicações graves, tempos de recuperação mais rápidos e melhores resultados estéticos. A Doença Venosa Crónica ou “Varizes” é uma das patologias mais frequentemente tratadas pela Cirurgia Vascular. Tem um enorme impacto-socioeconómico e é uma das doenças mais comuns na Europa e Estados Unidos da América com uma prevalência superior à da doença coronária, doença arterial periférica e AVC combinados.

Manifesta-se frequentemente entre os 20 e os 40 anos e tem uma evolução progressiva. São extremamente comuns as queixas de dor, desconforto, prurido, sensação de pernas pesadas e edema, principalmente ao fim do dia e no Verão. As consequências mais graves resultantes do não tratamento das varizes, ao longo de vários anos, surjem habitualmente em idades mais avançadas. As complicações mais frequentes são a ocorrência de tromboflebites (formação de trombos nas veias superficiais); hemorragia de uma veia dilatada e alterações na pele que predispõem a eczema, infeções e úlceras. O tratamento cirúrgico das varizes permite obter um benefício significativo na qualidade de vida, alívio dos sintomas e satisfação dos doentes.


 A cirurgia é, cada vez mais, minimamente invasiva. A utilização de fibras de radiofrequência permite a ablação/eliminação, pelo calor, de grandes trajetos venosos evitando-se a habitual incisão na prega da virilha, a necessidade de suturas, permite um tempo de recuperação mais curto com menos dor e menor formação de hematomas. Os pequenos trajetos varicosos são removidos através de incisões de 1 a 2 milímetros que não precisam de qualquer ponto para cicatrização. A recuperação pós-operatório é tipicamente rápida, não necessitando de repouso absoluto recomendando-se até a realização de caminhadas curtas. Nos primeiros 3 a 5 dias deve ter alguns períodos de repouso, sendo expectável retornar a uma atividade normal ao fim de 7 a 10 dias.

Escleroterapia

As telangiectasias e veias reticulares, vulgarmente conhecidas por derrames, correspondem a pequenos vasos visíveis muito finos, ramificados, de coloração azulada. Localizam-se principalmente nos membros inferiores e na maioria das vezes causam apenas problemas do ponto de vista estético. Surgem, mais frequentemente nas mulheres após os 30 anos, e podem ter um impacto significativo na autoestima das pessoas, condicionando a forma como se vestem – evitando usar saia ou frequentar locais como praias e piscinas. As duas formas mais comuns de tratamento são através de escleroterapia e através da utilização de laser transdérmico. A escleroterapia é um tratamento minimamente invasivo que implica a injeção, com agulhas muito finas, de uma solução diretamente nas veias afetadas. O produto esclerosante provoca um processo inflamatório na parede interna da veia que ao cicatrizar leva à oclusão do vaso fazendo com que elas diminuam e eventualmente desapareçam. Este tratamento é realizado em ambulatório, não havendo necessidade de repouso, internamento, absentismo laboral ou qualquer alteração nas atividades de vida diária. 

 

A escleroterapia é um tratamento relativamente simples, que permite bons resultados, com poucos efeitos laterais, mas cujos resultados são altamente dependentes de quem realiza a técnica. O efeito indesejável mais comum é a hiperpigmentação – aparecimento de pequenas manchas acastanhadas no local do tratamento. Na maioria dos casos este efeito é temporário, resolvendo-se ao longo de alguns meses, sem necessidade de qualquer tratamento. O laser transdérmico permite a foto-termólise seletiva, ou seja, penetrar na pele sem lesá-la e destruir as telangiectasias. Esta técnica descrita desde meados da década de 90 tem tido um desenvolvimento notável, com surgimento de novos lasers, com características técnicas que permitiram diminuir significativamente o risco de complicações e com cada vez melhores resultados. 

 

Permite o tratamento de veias de muito pequeno calibre, muitas vezes praticamente impossíveis de tratar por escleroterapia. É também essencial para o tratamento de pessoas com alergia aos produtos utilizados na escleroterapia ou que tenham fobia de agulhas. É importante perceber que a presença de telangiectasias é uma situação crónica e consequentemente é normal o aparecimento de novas telangiectasias. É, portanto, necessário um esforço de manutenção regular do tratamento ao longo dos anos.  

 

Rodolfo Manuel Ferreira de Abreu

Data de nascimento: 03/05/1985

Naturalidade: Póvoa de Varzim

Currículo Académico

– Mestrado Integrado em Medicina pelo Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar -UP.

– Internato de Especialidade realizado no Hospital de Santa Marta – Centro Hospitalar Lisboa Central. 

– Título Europeu de Especialista de Cirurgia Vascular 

– Co-investigador dos ensaios clínicos VOYAGER PAD e Lutonix DCB BTK Registry Study.


Áreas de Diferenciação: Revascularização endovascular arterial. Tratamento de varizes por cirurgia endovenosa (radiofrequência ou laser) e cirurgia minimamente invasiva; Flebologia estética; Tratamento endovascular de síndromes obstrutivos venosos; Tratamento Endovascular de aneurismas da aorta e artérias ilíacas; Cirurgia carotídea e prevenção do AVC; Cirurgia de bypass arterial periférico.


Carreira Profissional

Atualmente é Assistente Hospitalar em Angiologia e Cirurgia Vascular do Hospital de Braga.  

Fellowship no “Centro di Terapia del Piede Diabetico na clínica Humanitas Gavazzeni – Bergamo, Itália” , em pé diabético.

Filiações em Sociedades Científicas: Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular (SPACV), European Society for Vascular and Endovascular Surgery (ESVS).


Distinções/Prémios: Múltiplas apresentações orais em congressos científicos sendo premiado por 6 vezes: 

Prémio “João Cid dos Santos” – XXIX Congresso da SPCCTV; Prémio Melhor Póster – XIV Congresso Anual da SPACV; Prémio Melhor Comunicação Jovem – XV Congresso Anual da SPACV; Prémio Melhor Caso Clínico/Imagem em Cirurgia Vascular – XVI Congresso Anual da SPACV; Prémio Melhor Póster Jovem – XV Congresso anual da SPACV; Prémio “João Cid dos Santos” – Congresso SPCCTV 4D Visions17


Múltiplas Publicações e Participações em congressos nacionais e internacionais

 

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